A escravidão no trabalho tem de ter um fim

E apresenta aqui uma situação perfeitamente ilustradora do que afirmamos, pois Quim-Zé tinha quinze anos de idade quando arranjou um biscate nas obras e foi colocado a conduzir uma pequena retroescavadora, mais ou menos à medida do seu tamanho.
Ao aperceber-se que o pequeno tinha um certo jeito para o manejo da mesma, o seu patrão viu ali uma excelente oportunidade de enriquecer à custa do suor dos outros e não mais o Quim-Zé abandonou aquela máquina, pelo que ali passou a fazer tudo (inclusivamente, tomar as refeições).
Os anos passaram e agora a grande questão que urge resolver, para além do exorbitante valor em horas extraordinárias que o IDICT quer que o patrão pague, é como raio irão os inspectores do trabalho tirar dali o Quim-Zé para ir testemunhar a Tribunal e fazer prova daquela inominável violação das leis laborais.
A menos que façam como no Tribunal de Abrantes onde, por não ter rampa para deficientes e sendo necessário ouvir uma testemunha que não se podia deslocar à sala de audiências, o Tribunal saíu à rua e tudo foi feito à porta, com magistrados, advogados, funcionários, arguidos e testemunhas de cabelo ao vento.
Já que a montanha não vem a Maomé...
Hic Hic Hurra
3 comentários:
Zé, só uma precisão:
o IDICT já era, a IGT também, agora é a ACT... espera aí, acabaram de e telefonar a dizer que deixou de ser ACT, passando a ser uma miragem!
Este Quim Zé há uma eternidade que não vê o... coiso... pois não?
Aferidor
O homem para sair dali, nem com uma calçadeira...
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