Os bons programas televisivos são os mais baratos
Devo confessar que fiquei com grande pena de nenhuma das televisões generalistas ter transmitido em directo o fabuloso programa humorístico que teve lugar em Santa Comba Dão no passado sábado.
De um lado, os sempiternos resistentes anti-fascitas, motivados para mais uma luta, depois de tanto tempo sem objectivos.
Do outro, separados por uma rua e por dois militares da G.N.R. barrigudos, uns quantos velhos jovens ditos de extrema-direita, gritando por Salazar como se estivessem a apoiá-lo num qualquer jogo de futebol (às tantas, até me parecia ouvir o grito da claque do "SLB" a soar como "Salazar glorioso Salazar").
Os mais sábios ainda foram os cidadãos da terra propriamente ditos, que, por eles, tinham corrido a pau e a pontapé com os dois grupos que, sem nada que fazer, decidiram fazer barulho a um sábado à tarde na terra, em momento em que era susposto os locais estarem a gozar o seu descanso semanal.
Aquilo, devo confessar depois de ver as imagens, mais parecia um sketch muito bem feito (e com piada) do pessoal do Gato Fedorento.
Não obstante, devo confessar que, à semelhança da senhora Marquesa, as imagens propriamente ditas despertaram-me uma curiosidade: onde é que os gajos da resistência anti-fascista arranjaram cravos nesta época?
1 comentário:
Senhor Marquês,
Os cravos congelam-se, como a hortaliça, e utilizam-se de um ano para o outro.
Agora o que eu queria mesmo saber é se, nesse "sketch" da malta fedorenta, não havia garrafitas de tinto... é que, pela descrição da coisa, a malta devia ter emborcado uns copitos, não?
E ali naquela zona, o vinho deve ser uma pomada do caraças, pois trata-se de vinho do Dão... ou, melhor escrevendo, de Santa Comba DÃO!
E a cavalo dado não se olha o dente....
Hic Hic Hurra
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