sexta-feira, 4 de julho de 2008

A aldeia saíu à rua

Para sondar as opiniões do portugueses face à recente entrevista concedida (e hoje em dia, há que aproveitar tudo o que nos é concedido) pelo nosso Primeiro-Ministro à televisão estatal, na qual fez saber, entre outras medidas de grande relevo, que passamos por um momento difícil na vida económica, mas ao qual ainda não chamaria de crise.
De todos os inquiridos, que foram unânimes nas respostas à questão levada até eles pela aldeia, apenas a D. Hermengarda Povinho, descendente de um Zé do mesmo nome, imortalizado por Rafael Bordalo Pinheiro, autorizou a que publicássemos uma fotografia captada no momento em que lhe pedimos um comentário sobre o facto de o IVA ter baixado para 20% e, entre outras medidas, o Governo agora prometer que a base de incidência para deduções em sede de IRS para as despesas tidas com o crédito à habitação passará a obedecer a escalões proporcionais aos rendimentos auferidos pelos sujeitos passivos de imposto, enquanto lhe pedíamos, igualmente, que nos explicasse em que é que, na prática, isso influenciava o seu dia-a-dia.
Entre dentes (ou melhor, entre gengivas, pois não ganha o suficiente com a pensão para comprar uma placa), lá nos confessou que "aqueles sacanas só se lembram disto em altura de eleições, depois de tudo o que nos fizeram passar. Vamos lá ver é se agora, no momento de fazer a cruzinha no boletim de voto, não temos a memória curta, como é habitual!".
Como diria um nobre colega de blogue: palavras para quê?
Hic Hic Hurra

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