Funcionário do MADRP em situação de incompatibilidade sem culpa sua
A aldeia sabe que um funcionário do Instituto Nacional dos Recursos Biológicos, organismo do Ministério da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, está a braços com um problema a nível interno por ter sido apanhado a estacionar carros numa artéria próxima daquele instituto, aceitando ser remunerado por tal.A caótica situação financeira daquele Instituto tem feito que os seus cerca de 1500 funcionários tenham sofrido atrasos consideráveis no pagamento dos respectivos vencimentos e até já levou a que existissem dois cortes de fornecimento de energia eléctrica por falta de pagamento, o que conduziu o dito funcionário a recorrer a este estratagema que lhe permitia viver mais desafogadamente até que recebesse.
O problema é que, para além de não passar recibo (e, como tal, não descontar para as Finanças), a situação colide com o regime de incompatibilidades em vigor, que não permitia ao funcionário acumular qualquer outra função a não ser que estivesse devidamente autorizado, pelo que certamente irá ser-lhe movido um processo disciplinar.
O funcionário em questão, que solicitou anonimato, contactado pela aldeia, esclareceu de forma lapidar que "aqueles filhos da piiiiiiiiiiiiiiiiiiiii não me pagavam a tempo e horas e agora querem piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii-me a vida! Estes piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii de piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii o que mereciam era um pau cheio de pregos pelo piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii acima, para ver se gostavam! Não tinha guito, tinha de alimentar a família e ficava aqui sem me mexer à espera que a comidinha caísse do céu, não era? Piiiiiiiiiiiiiiiiii que os pariu a todos!!!".
Face a tão eloquentes argumentos apresentados, que aqui foram esgrimidos com mestria, a aldeia tende a colocar-se do lado deste funcionário, pois até sabe que para outras coisas, que não tenham a ver com o pagamento de vencimentos ou de bens essenciais ao normal funcionamento de organismos públicos, existe dinheiro com fartura.
É tudo, no fundo, uma questão de prioridades e, em bom rigor, já nada nos espanta..
Hic Hic Hurra
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