Mário Lino prepara o grande reveillon das Estradas de Portugal

Para quem dizia que o actual Ministro das Obras Públicas deveria ter ficado com a pasta da Agricultura, por ser um grande nabo, fica demonstrado que, afinal, o homem tem uma visão estratégica que vai muito para além da sua expectativa de vida.
Com efeito, o Governo, pelas suas mãos calejadas, prepara-se para conceder à Estradas de Portugal, IP a exploração das vias rodoviárias nacionais por um período de 92 anos (que, segundo o próprio, é o limite, pelo que o acordo de concessão poderá até prever menos... nós arriscaríamos 91 anos e 11 meses e meio), com as inerentes contrapartidas financeiras que vão ajudar o Estado a reduzir o défice e, dessa forma, fazer com que Teixeira dos Santos possa, também ele, brilhar.
O facto de o acordo a celebrar ser a longa duração e implicar, por certo, pesadas indemnizações em caso de rescisão pelas partes, não é importante e mesmo o próprio Primeiro-Ministro já garantiu, à aldeia, que só vê benefícios no negócio. Com efeito, as suas palavras exactas foram: "Sinceramente, não consigo encontrar motivos para tanta celeuma. O acordo irá acautelar a posição do Governo e irá vigorar por idêntico período de tempo ao da minha permanência como Primeiro-Ministro de Portugal, razão pela qual acho uma falsa questão a que se tem levantado de ser um acordo a impingir aos futuros Governos. Não poderia, no entanto, deixar de salientar aqui todo o empenho revelado pelo Governo em dotar o país dos meios informáticos necessários ao aumento da produtividade, ao esforço que temos vindo a desenvolver no sentido de baixar o défice, à eficácia e mérito com que presidimos aos destinos da União Europeia, ao avançar da reforma da Administração Pública, ao aumento do emprego...perdão, queria dizer desemprego, factor que nos preparamos para combater com a implementação de um conjunto de medidas..."
Tivemos de lhe cortar o pio por aqui, pois, para além do habitual lapso, o homem já se preparava para organizar um verdadeiro comício.
A terminar, e como revela a foto, resta acrescentar que o Ministro das Obras Públicas preparava-se para acertar o seu relógio para o tempo de duração da concessão quando descobriu que o mesmo tinha sido roubado.
O que achou estranho, uma vez que entrara numa reunião do Conselho de Ministros com ele bem colocado no pulso e saíu de lá directamente para a festa comemorativa da passagem dos anos (da concessão).
Valeu a ajuda, sempre prestável, de quem se encontrava no local.
10-9-8-7-6-5-4-3-2-1...
Um verdadeiro reveillon, portanto.
Hic Hic Hurra
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