terça-feira, 12 de junho de 2007

People are strange

Um menino com idade compreendida entre os 3 e os 4 anos foi deixado no primeiro dia de funcionamento da "cesta-incubadora" criada por um hospital japonês para recolher bebés abandonados.
Segundo fontes citadas pela agência "Kyodo", a criança está bem de saúde e sabe dizer o seu nome (coisa que eu, certamente, não saberia, pelo menos com a pronúncia correcta), tendo sido deixada por seu pai no dia em que foi inaugurada a primeira cesta para bebés do Japão, no hospital católico Jikei, em Kumamoto, no sudoeste do país.
A "konotori no yurikago" (em japonês, "berço da cegonha") foi criada, porém, para que os pais que não queiram ou possam criar recém-nascidos os entreguem aos cuidados de uma instituição, não tendo sido pensada para receber crianças mais velhas.
A polícia de Kumamoto está a investigar se o caso é de abandono ilegal por parte do pai, mas as características da cesta do hospital criam dúvidas legais.
O ministro japonês, Yasuhisa Shiozaki, considerou o facto "intolerável, pois os pais devem cuidar de seus filhos", já que o próprio Governo japonês é um dos grandes críticos deste sistema para recolher crianças abandonadas.
O hospital católico, por seu turno, defende a iniciativa como uma maneira de salvar vidas.
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, acredita que seria melhor se o Governo ou as autoridades locais agissem quando os pais abandonassem seus filhos.
Em princípio, os pais que voluntariamente deixarem seus filhos no hospital não serão levados à Justiça, segundo as autoridades de Kumamoto, uma localidade de 660 mil habitantes na ilha japonesa de Kyushu.
No entanto, a Polícia avisou que poderá agir em casos de crianças que apresentem sinais de maus-tratos.
Os empregados do centro médico são avisados por um alarme da chegada de uma nova criança à cesta e cada bebé deverá passar alguns dias no hospital antes de ser dado para adopção ou enviado a um orfanato.
Já imaginaram algo do género por cá, assim tipo no Hospital D. Estefânia?
Hic Hic Hurra

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