quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Sobre o referendo do aborto

Semanas a levar com políticos, cantores, actores, escritores, médicos, estudantes, professores, engenheiros, juizes, advogados, políticos, políticos, políticos...votem sim, dizem uns, votem não dizem outros. Vão todos para o car(v)alho, digo eu! Esta é uma questão do foro da consciência individual de cada um, usando do seu bom senso e livre arbítrio, sendo que é um insulto à inteligência e capacidade cívica dos eleitores querer levá-los a mudar de opinião à última da hora sobre um assunto desta magnitude. Por isso mesmo, e porque as opiniões divergem, até entre os membros deste blog, proponho que o nosso blog seja não alinhado. Nem “aconselhamos” SIM nem NÃO!!! Liberdade de escolha, de acordo com a consciência de cada um. E que, seja qual for o resultado, desta vez seja respeitado como espelhando a vontade soberana do povo e que se encerre o assunto! Votem bem!

4 comentários:

Inspector Serôdio, José Serôdio disse...

Chefe dixit!

Bottled (em português, Botelho) disse...

Chefe é Chefe, caraças!

Assim sendo, o meu voto será NIM, porque é impossível eu votar SÃO, tal a bezana diária!

Hic Hic Hurra!

NOTA: Mas concordo em absoluto!

Anónimo disse...

Governo deve tomar medidas em vez de pedir ao povo a solução

Não ! - Não à legalização do aborto através da falsa bandeira (engodo) da despenalização !

A despenalização do aborto é outra forma enganadora de combater o aborto. O número de interrupções de gravidez, no mínimo, triplicará (uma vez que passa a ser legal) e o aborto clandestino continuará - porque a partir das 10 semanas continua a ser crime e porque muitas grávidas não se vão servir de uma unidade hospitalar para abortar, para não serem reconhecidas publicamente.
O governo com o referendo o que pretende é lavar um pouco as mãos e transferir para o povo a escolha de uma solução que não passa, em qualquer uma das duas opções, de efeito transitório e ineficaz.
Penso que o problema ficaria resolvido, quase a 90 %, se o governo, em vez de gastar milhões no SNS, adoptassem medidas de fundo, como estas:

1 – Eliminação da penalização em vigor (sem adopção do aborto livre) e, em substituição, introdução de medidas de dissuasão ao aborto e de incentivo à natalidade – apoio hospitalar (aconselhamentos e acompanhamento da gravidez) e incentivos financeiros. (Exemplo: 50 € - 60 € - 70€ - 80€ - 90€ - 100€ - 110€ - 120€ -130€, a receber no fim de cada um dos 9 meses de gravidez). O valor total a receber (810€) seria mais ou menos equivalente ao que o SNS prevê gastar para a execução de cada aborto. (*)

2 – Introdução de apoios a Instituições de Apoio à Grávida. Incentivos à criação de novas instituições.

3 – Introdução/incremento de políticas estruturadas de planeamento familiar e educação sexual.

4 – Aceleração do "Processo de Adopção".


(*) Se alguma mulher depois de receber estes incentivos, recorresse ao aborto clandestino, teria que devolver as importâncias entretanto recebidas (desincentivo ao aborto). [Não sei se seria conveniente estabelecer uma coima para a atitude unilateralmente tomada, quebrando o relacionamento amistoso (de confinaça e de ajuda) com a unidade de saúde].

Estou para ver se os políticos vão introduzir, a curto prazo, algumas deste tipo de medidas. É que o povo, mais do que nunca, vai estar atento à evolução desta problemática.

Bottled (em português, Botelho) disse...

Pois é caro anonymous,

Mas para isso era preciso que este Estado que nós temos, por via das cabecinhas pensadoras que são os nossos ilustres Governantes, tomasse medidas (as que propõe ou outras semelhantes) que possibilitassem a solução deste problema social.
Uma vez mais, o que se nota é a total demissão e incapacidade governativa de assuntos prioritários, cuja resolução é difícil mas não impossível (e, tenho para mim, não é escondendo a cabeça na areia, como a avestruz, mas sim enfrentando o problema de caras, como os forcados, que se deve proceder numa questão tão sensível como a presente).
Para mim, a grande vitória deste referendo ocorrerá, contudo e como já escrevi, caso as pessoas pensem e meditem com responsabilidade sobre o tema e tomem, por elas próprias, uma opção consciente e devidamente fundamentada (que é algo que eu já vi que fez, e dou-lhe os parabéns não só pelo comentário, mas sobretudo pelo raciocínio bem elaborado e pelas alternativas de solução que aqui deixou, enriquecendo este blog com o contributo).
É que, infelizmente (e talvez por isso eu tanto beba para esquecer), como já escreveram, e muito bem, os meus confrades de blog, ganhe quem ganhar nunca haverá uma vitória, tão-só porque tudo irá continuar na mesma, ou pior!

Saudações cordiais e democráticas.

Hic Hic Hurra