sexta-feira, 7 de julho de 2006

Acabou o Mundial, voltámos ao habitual

Um pato-bravo morto foi recolhido ontem, ao início da tarde, pelo Serviço Especializado de Protecção da Natureza e Ambiente da G.N.R,, em Braga.
Após o alerta dado por populares, ao final da manhã, através do 112, a P.S.P. dirigiu-se ao local e, de imediato alertou o SEPNA da GNR, entidade responsável pela recolha das aves suspeitas (já agora, da prática de que crime?)
Depois de verificar que não se tratava de uma ave doméstica e que não tinha ferimentos, a patrulha fez um termo de entrega à Direcção Regional de Agricultura do Entre-Douro-e-Minho que a enviou para análise para o Instituto Ricardo Jorge, em Lisboa.
Para os biólogos do Parque Nacional da Peneda-Gerês e da Área Protegida do Litoral de Esposende, assim como para responsáveis das associações de caçadores da região, o pato-bravo ontem encontrado morto em Braga “só pode ter fugido de alguma capoeira das redondezas”. Os caçadores lembram mesmo que “há centenas de pessoas nos arredores das cidades a criar grandes quantidades de aves selvagens, como patos, rolas, perdizes ou codornizes, tudo de forma ilegal”. Estando Braga a mais de 20 quilómetros (em linha recta) do Litoral e do estuário do Rio Cávado, o aparecimento de um pato-bravo na cidade só pode explicar-se por extravio da ave ou pela fuga da capoeira de um qualquer criador clandestino.
Ficam duas perguntas e uma constatação.
Primeiro, porque é que o pessoal dos Comandos do Exercito não foi chamado ao local?
Segundo, porque é que a morte do canário da minha vizinha não teve a mesma repercussão mediática?
Terceiro, este pessoal dos media só pode andar a gozar connosco para encobrir as diatribes do Governo!

2 comentários:

Bottled (em português, Botelho) disse...

Senhor Marquês,

Uma pequena dúvida: esse pato-bravo ía de mercedes?

A pergunta não é descabida, porque se não levava capacete podia muito bem ter sido atingido por um tijolo na tola, proveniente de algum empregado menos satisfeito com o vencimento mensalmente auferido.

Se bem que auferido até à morte terá ficado o pato-bravo, não é mesmo?

Hic Hic ó patrão, mais cimento?

ENGº. Viriato disse...

Carissimo Marquês,
Meritissimo Zé,
Efectivamente a chefia da aldeia apurou que o referido pato-bravo se encontrava a construir duas vivendas nos arredores de Braga e que no fim do mês passado teve um pequeno problema de liquidez e não pagou os ordenados aos ucranianos. Segundo um trabalhador daquele pato, o dito cuju, agora de cujus, terá sofrido de "picareta nos cornos" aguda, após o que desapareceu das obras e da taberna que lhe servia de escritório. Preocupante é ainda a nota de que nos últimos dias o pato andava um bocado constipado.