segunda-feira, 10 de outubro de 2005

O Frotinha

Fiquei estupefacto quando me apercebi que a revista "TV Guia" havia convertido Alexandre Frota num herói de BD ("O Frotinha"), todas as semanas, na sua última página, e que, acompanhado da sua nave "Pitbull", ajudava as crianças a preservar o meio ambiente todas as semanas.
O objectivo é meritório.
Os meios é que são os problemas.
E nem todos os fins justificam os meios.
Existiam tantos heróis, reais e susceptíveis de serem adaptados à BD, ou fictícios, para o efeito pretendido.
Desde logo, e a título de exemplo, os patinhos do canal 2, que durante algum tempo andaram a ser publicados naquela revista.
Porquê um sujeito brasileiro, com moral duvidosa, actor de filmes pornográficos, ícone gay, actor de médio-baixos méritos, como herói de BD numa revista portuguesa? E logo para a criançada.
Terá feito algo que o justifique?
Ou a simples presença em Portugal e popularidade televisiva justificam a coisa?
Ainda se fosse numa daquelas revistas para maiores de 18 anos em que os objectivos do herói consistissem em evitar que qualquer mulher com mais de 16 anos de idade ficasse virgem, a coisa seria mais compreensível.
Assim, não percebo.
Devo confessar que, depois disto, estou à espera de ver a "TV Mais" publicar uma BD com o fantástico "Esquadrão G" na sua nave "Gourmet" a navegar no universo a combater o mau gosto estético e a falta de maneiras dos habitantes do cosmos, e de a revista "Maria" iniciar a publicação de uma fotonovela com as aventuras românticas da sempre solitária Fatinha Felgueiras em terras brasileiras e das suas aventuras e desventuras com as idas aos cabeleireiros do Rio de Janeiro.

Manda-se já para lá a 1.ª Companhia!

Em entrevista à "Grande Reportagem", José Maria Martins apresentou como proposta da sua candidatura a reconquista de Olivença aos espanhóis.
Honra seja feita ao homem, é o único candidato presidencial que até agora apresentou uma proposta concreta ao povo português.
Até ao momento, todos os demais candidatos presidenciais não apresentaram, publicamente, e ao povo português, qualquer proposta, mas apenas uma finalidade: impedir que Cavaco Silva ganhe as eleições presidenciais.
Quem disse que a esquerda é uma alternativa?

PRB RULES

Então e as eleições, hein?! Tudo na mesma como a lesma? Welcome to PRB - “Portuguese Republic of Bananas”!!!

Ouep, outra vez o Ricardo

Normalmente, a teimosia paga-se cara. E Scolari deve ter um santo muito forte para que tal não tenha sucedido frente ao Liechtenstein (se não for assim que se escreve, azar, a maior parte do pessoal também não o consegue pronunciar).
Considerei Ricardo o melhor guarda-redes português quando o mesmo estava no Boavista. Assaquei parte das responsabilidades do fracasso no Mundial 2002 à teimosia de António Oliveira na titularidade de Vítor Baia, quando se via nitidamente que este, na altura, não possuía ainda a confiança e a segurança necessárias para desempenhar o lugar numa competição tão importante como aquela, e que Ricardo estava em muito melhor forma.
Quatro anos volvidos, Ricardo não está bem. Vê-se à distância. As quatro bolas que foram à baliza portuguesa no passado sábado causaram calafrios a dez milhões de portugueses, alguns dos quais devem ter morrido de ataque cardíaco causado pela ira. Uma entrou da forma que toda a gente viu, uma foi ridiculamente salva por um jogador do Liechtenstein em cima da linha de baliza depois de Ricardo afastar (?) uma bola para a sua frente, a terceira foi um replay do golo sofrido pelo Ricardo no último jogo na Luz em que só não deu golo porque o avançado do Liechtenstein não soube cabecear a bola, e na quarta situação Ricardo Carvalho mostrou claramente que não se chama Paulo Ferreira e que não tem qualquer confiança no seu guarda-redes.
Aliás, e a determinada altura, verificou-se claramente que os centrais portugueses preferiam atirar a bola para a linha lateral e conceder lançamentos aos adversários do que atrasá-la para o seu guarda-redes.
O santo de Scolari pode ser muito forte, mas não durará para sempre.
A glória de Ricardo será sempre a glória de Scolari.
Mas, neste momento, não se antevêem dias de glória para Ricardo. Nem, como se viu durante o jogo de sábado, parece o público português estar unido em torno do apoio ao jogador no campo, tantas foram as fífias, pese embora esteja em causa também o apoio à Selecção. O que também não ajuda à consolidação da segurança e da confiança pessoal do próprio jogador, como pretendia Scolari com a manutenção da sua titularidade.
No sábado, após o jogo, Scolari confirmou a chamada de Ricardo e Quim para o Mundial 2006.
Veremos, em Junho de 2006, quais as consequências de se ser um brasileiro teimoso.

O Buraco Negro Lusitano

Recordo, em miúdo, me ver fascinado quando ao folhear um livro de astronomia descobri os desconcertantes buracos negros, qualquer coisa a uma escala universal que, segundo algumas teorias e a memória que guardo da altura, explicava, muito resumidamente, que eram fenómenos que lidavam com o espaço e o tempo, um espécie de porta para o desconhecido, de onde nada, nem mesmo a luz, se podia escapar.
Hoje, já adulto, não é tanto o fascínio, mas antes a perplexidade que me motiva ao perceber que, para lá dos recônditos do Universo, na nossa aldeia, se desenvolve uma variação lusitana de buraco negro. Este buraco negro não se esconde nos confins do firmamento, não habita as profundezas silenciosas do vácuo; antes evolui num espaço físico muito concreto, o das nossas instituições públicas e privadas. O buraco negro luso chama-se reclamação e é um poderoso instrumento institucional – e instituído - para descartar responsabilidades e ver extintas no vazio as justas reivindicações do comum cidadão.
Passo a explicar. Mandam os compêndios que a reclamação opere como um instrumento com vista a, detectadas e apontadas as falhas, proceder a uma reflexão interna, a um ajuste nas operações, nos procedimentos, em suma, uma ferramenta para melhoria e para melhor no serviço ao cidadão. Assumir o erro e debelá-lo é, consequentemente, nesta situação, um acto de inteligência, de rectificação e de progresso. Ora, tudo isto significa trabalho e, por extensão, esforço e melhoria das competências. Acontece que, na nossa indolente aldeia a remota alusão a trabalho assusta e desmotiva. O que se fez então: criou-se o grande buraco negro de desresponsabilização, o portão de ignorância que suga qualquer acto motivado, esclarecido e interventor do cidadão, no caso concreto uma simples reclamação.
Tudo isto para chegar a uma situação prática, um facto que ocorreu no passado fim-de-semana a um conhecido (vou chamar-lhe Sr. X), uma ocorrência que espelha bem a debilidade social desta aldeia.
O Sr. X estacionou o seu carro numa concorrida artéria citadina, pagando o parquímetro, espécie de franquia que o autoriza a, calma e placidamente, cuidar dos seus haveres, sabendo a viatura estacionada em local apropriado e, supostamente, seguro. O Sr. X é, então, abordado por um exemplar de “cobrador de taxa suplementar de estacionamento”, vulgo “arrumador” - que por antítese é exemplo da desarrumação social deste aldeia.
Acontece que, nesse dia – como em todos os dias em geral – o Sr. X não estava particularmente receptivo a ameaças e, como lhe competia como cidadão, manifestou a mais do que legitima recusa a compactuar com o acto de troca baseado no dolo: “dás-me 50 cêntimos e tens o carro garantido, não me dás e…”.
Face à recusa o Sr. X sujeitou-se, acto contínuo, às ofensas verbais e às ameaças sussurradas. O Sr. X ignorou a afronta e, depois de uma vigília da viatura à distância, constatou as sucessivas investidas – felizmente sem repercussões - do “arrumador”. Revoltado e supondo que uma situação daquela monta seria da responsabilidade da Polícia Municipal dirigiu-se à esquadra no intuito de apresentar a sua reclamação. Primeiro desaire, entre os muitos que se seguiriam: a competência era, afinal de um obscuro departamento camarário. Desta forma, o Sr. X, para lá se dirigiu. Chegando, informaram-no de forma esclarecida e pronta que estava enganado, que não era ali que trataria da questão e a reclamação, lá ficou mais uns minutos, a mordiscar os lábios ao Sr. X.
Novo serviço, porta errada. Afinal era o departamento ao lado. Entremeio o Sr. X aproveitou para uma quantas palavras de desabafo com o segurança e a expectativa de, finalmente, sentir que estava a entregar nas mãos certas a sua indignação. Engano, pois o que viu estendidas foram duas mãos rotas embora, desta feita, com alguma boa vontade de uma funcionária do municipio. A senhora lá indicou o remoto destino e responsável (em férias) para a cansada e exasperada reclamação do Sr. X. O pacato cidadão deixou o serviço com a garantia que no curto prazo de um mês talvez alguém, do remoto departamento, recordando a insignificância que ali o levara, cuidasse da resposta ao seu pedido.
O Sr. X aguarda, agora, com expectativa a reposta que provavelmente, a chegar, virá numa minuta pré-formatada, agradecendo a intervenção, reforçando o empenho na resolução da sua causa e, ponto final, nada mais para além disso.
O mais certo é que a humilde reclamação se veja, como quase todas as outras na nossa Aldeia, sugada no vórtice do buraco negro nacional, um lapso de espaço-tempo onde, infelizmente caiu o nosso país. Resta-nos, quem sabe a esperança de, um dia o bom engenho lusitano encontrar forma de exportar o buraco negro da reclamação portuguesa além fronteiras. Estou certo que muitos países do chamado terceiro mundo irão adoptar a ideia.

Rescaldo das autárquicas – os grandes vencedores e vencidos

Os Vencedores
O PSD.
A CDU, que manteve a maioria dos seus redutos e ainda foi roubar, na área metropolitana de Lisboa, Sesimbra, Barreiro e Alcochete ao PS. Além de passar a ter mais quatro câmaras.
Isaltino Morais, Valentim Loureiro e Fátima Felgueiras, por razões óbvias.
Carmona Rodrigues, Rui Rio e Fernando Seara, pelas vitórias com inesperados valores de vantagem registados relativamente aos candidatos socialistas, tendo em conta os valores das sondagens publicadas durante a campanha eleitoral.
73% dos eleitores do concelho de Amarante, cuja integridade na hora da votação ganhou a minha admiração.

Os Vencidos
O STAPE, por comprovar a ineficácia dos meios informáticos em Portugal, agora na divulgação dos resultados eleitorais.
O PS, que além de não reconquistar os concelhos mais populosos, ainda perdeu Aveiro e Santarém, não valendo como salvação a conquista de Faro.
O clã Soares, que mereceu a derrota do filho varão em Sintra depois do vergonhoso apelo público do pai Mário ao voto no filho João em pleno acto eleitoral noutro concelho.
Manuel Maria Carrilho, que começou a campanha com larga vantagem sobre o candidato do PSD e terminou nas urnas sem honra, nem glória, a larga distância do rival.
Avelino Ferreira Torres, por razões óbvias.
Francisco Assis, que demorou demasiado tempo a entrar em campanha eleitoral e a aperceber-se que se encontrava numa campanha eleitoral.
Maria José Nogueira Pinto, por ter conseguido um resultado percentual inferior ao de Paulo Portas na eleição anterior, resultado esse que, segundo a própria, constituía a sua meta pessoal.
A crença na inteligência democrática e na sabedoria do povo, com as eleições da "Fátinha", do Valentim e do Isaltino.

P.S. para os curiosos: no Alvito parece que ganharam os independentes e a CDU ficou em terceiro lugar. Nem a obra do "Ti Manel" lhes valeu.

Rescaldo das autárquicas – os casos

As carrinhas do Isaltino
O candidato autárquico do PS à presidência da Câmara Municipal de Oeiras veio queixar-se, durante a manhã do domingo eleitoral, que os apoiantes de Isaltino haviam alugado duas carrinhas e andavam a transportar eleitores para as mesas de voto de Porto Salvo e de Carnaxide, ao mesmo tempo que lhes entregavam boletins de voto simulados com uma cruz nos independentes de Isaltino para saberem em quem deveriam votar.
Duas situações distintas.
Relativamente à primeira situação, sou um acérrimo defensor de que todos os municípios deveriam prestar tal serviço de transporte aos eleitores que o desejassem, na medida em que encoraja a deslocação às mesas de voto. Quantos eleitores não se abstêm há largos anos, não porque o desejem, mas porque não possuem meios de transporte para o local de depósito do voto?
Neste caso, e obviamente, a lacuna é do município de Oeiras, e não uma chico-esperteza de Isaltino. Isaltino limitou-se a colmatar uma lacuna do município. Não sou defensor do homem, mas neste caso esteve bem melhor que Teresa Zambujo enquanto ainda presidente em funções do município.
A segunda situação, a confirmar-se, é deveras lamentável e certamente viola a lei eleitoral sobre a proibição de propaganda política junto das mesas de voto.
O voto democrático é livre, não sujeito a qualquer tipo de reservas ou condições. E não tenho dúvidas de que o transporte de eleitores para as mesas de voto não pode deixar de ser considerado juridicamente como um acto, em sentido amplo, cuja única finalidade será o depósito do voto. Logo, qualquer acto político-propagandístico estará inevitalmente proibido desde o início do transporte. Sendo certo que o povo quer é pão e circo, quem o fornece não pode deixar de ser inevitavelmente beneficiado pelo mesmo. O que terá acontecido.

A falta do logotipo do PCP em Aveiro
Em Aveiro deu-se a situação de a CDU não possuir o logotipo do PCP nos boletins de voto.
Erro de impressão, disseram, que não prejudicaria o normal andamento da votação.
Depende, digo eu.
Lembro-me perfeitamente de, nas primeiras votações pós-1974, o PCTP/MRPP ter votações claramente acima da sua média nacional no Alentejo.
O fenómeno surpreendia, tanto mais que o partido em apreço nem tinha grandes apoios no Alentejo.
Feito um estudo sobre o assunto, averiguou-se o que na realidade se passava: a maior parte dos eleitores eram, na altura, analfabetos, e, querendo votar no PCP (ou na APU), apunham a cruz à frente do local onde viam uma imagem com uma foice e um martelo. O problema é que o PCTP/MRPP tinha um logotipo idêntico, o que propiciava a confusão. E, por essa via, o PCP tinha menos votos do que os realmente deveria ter, e o PCTP/MRPP tinha mais votos do que os eleitores queriam que os mesmos realmente tivessem.
Aliás, a coisa ainda hoje sucede no Alentejo, mas em menor escala, dada não só a diminuição dos potenciais eleitores que votam aí PCP, como também pelo decréscimo da taxa de analfabetismo, motivando que as pessoas já saibam distinguir as siglas e não só os logotipos.
Por isso, digo eu e repito, depende. Do PCTP/MRPP ter ou não apresentado listas em Aveiro, o que desconheço. Caso tal tenha sucedido, aconselhava vivamente o candidato da CDU a contar no final os seus votos e os do candidato do PCTP/MRPP: se a contagem conjunta possibilitasse a eleição de um mandato da CDU, outra consequência não se poderia extrair que não a da impugnação das eleições pela CDU.
Não entendi ainda é porque o problema foi resolvido em todos os outros locais onde existiram erros nas impressões dos boletins de voto e não em Aveiro.
Estará aí (também) extinto o PCTP/MRPP?

domingo, 9 de outubro de 2005

O Lusitano fumador médio é uma desgraça

Deambulando pelas ruas da Aldeia o comum dos Lusitanos “passa-se da marmita” com a falta de respeito que o Lusitano fumador médio demonstra ter pelos demais. Reparem, não falo do Lusitano fumador cuidadoso, aquele que reconhece que tem uma adição que pode importunar o próximo, o que pergunta se o fumo incomoda antes de acender o “prego”, o que civilizadamente aguenta a vontade na presença de criancinhas ou na casa de terceiros. Não! Refiro-me ao Lusitano fumador médio, que sai do Metropolitano e acende o “archote” de imediato (sendo que é sempre o parceiro que vem a subir a escada atrás que leva com a jarda nas fuças), o que acaba a refeição no restaurante e vai de bombear fumaça para o vizinho do lado que a está a começar, o que saca do “charuto” num hospital, num infantário, numa igreja…onde quer que seja! Esse “animal” é que é o problema!
Não sendo eu fundamentalista por natureza, não defendo uma proibição draconiana do tabaco fumado como já existe em grande parte dos Estados Unidos da América e em alguns países do Norte da Europa. Porém, o respeito pelos outros não pode ficar subordinado ao vicio e à falta de educação patentes nuns poucos, os quais continuam a impor a sua “Ditadura Tabagista” a toda uma população que, queira ou não, acaba por involuntariamente ter de se juntar ao grupo dos que todos os dias inalam o fumo tóxico resultante da queima de plantas secas e compostos químicos (vulgo “cigarro”).
E o mais estranho é que quando confrontado com o facto de que o seu vício pode estar a incomodar os outros essa espécie fumegante reage mal, irrita-se, responde torto, enfim, reage agressivamente contra aqueles que se opõem a serem prejudicados pela adição de outrem. Quando chegam a este ponto perderam o Norte, estão agarrados, estão desgraçados e são uma desgraça. Vão-se tratar!

sábado, 8 de outubro de 2005

Dia de reflexão? Qual reflexão??!!!

Hoje estamos na véspera de eleições, dia de reflexão em que cada um deverá pensar a sua opção de voto e em que ninguém pode falar (?) de política.
Desde logo é estranho que após 6 meses a levar com propaganda eleitoral ainda haja alguém que não saiba se vai votar ou não, e onde. Depois, é no mínimo bizarro que as pessoas para reflectirem nem sequer possam falar sobre o assunto com os amigos, com os vizinhos...então isto não é uma democracia? Há censura? E a liberdade de expressão?
E se eu me puser em cima de uma caixa de madeira aos berros no Rossio de Lisboa, a apregoar que sou contra o sistema, os partidos e os chulos que os cavalgam? Vou de saco??!!! A PSP dá-me uma trepa que não me mexo durante 3 semanas?!
Hoje é dia de Reflexão! Vamos reflectir, realmente, e chegar à conclusão que temos de alterar profundamente o sistema e acabar com a palhaçada??!!!

sexta-feira, 7 de outubro de 2005

Noticias Lusas

Ano: XXVII
Data: 7-X-2032
Post: 7894


Portugal trava entrada a espanhóis
Mantêm-se a tenção na fronteira de Vilar Formoso, provocada por um grupo de cerca de duas dezenas de espanhóis que tentam desde a última terça-feira, 4 de Outubro, passar ilegalmente a vedação que separa Portugal do país vizinho. De acordo com o Ministério da Administração Interna, através do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, a situação mantém-se num impasse embora, e passamos a citar, “numa certa ordem, sem perturbações de maior”. No local estão, para além do habitual efectivo da GNR, uma força constituída por três dezenas de elementos dos corpos de intervenção especiais.
Recorde-se que situações como estão a tornar-se cada vez mais frequentes, traduzindo-se em vagas sucessivas de emigrantes espanhóis que, ilegalmente, tentam entrar no nosso país. Entre as queixas daqueles que desesperam do outro lado da fronteira estão as condições de vida no país vizinho: “não aguentamos mais o milagre económico do nosso país”; “Estamos cansados dos elevados padrões sociais que alcançámos”; “estamos fartos do crescimento económico”.
Entre as vozes que se erguem desesperadas ouvimos a de um Presidente demissionário de um quadro superior de uma empresa espanhola: “Acredito num regresso às origens, a uma sociedade mais próxima dos valores de uma Europa motivada por valores anteriores à Revolução Industrial. Digo não à tecnologia, digo não à consciência ambientalista, digo não à produtividade, digo não ao transporte de alta velocidade, às plataformas logísticas, ao progresso. Quero que Portugal me abra as portas, a mim e a todos os meus compatriotas fartos das pressões de um país desenvolvido”.

Portugal leiloa meios aéreos de combate a incêndios
“Uma demonstração do poderio aéreo português no que respeita a meios de combate a incêndios”, foi como António Costa, Ministro para os Assuntos da Sahelização, descreveu o Festival Aéreo que decorreu no passado Domingo na pista do desactivado Aeroporto da Portela, em Lisboa.
A iniciativa, na qual participaram os responsáveis pelos organismos que em diferentes países tratam a questão dos fogos em meio natural, serviu de apresentação dos meios aéreos que Portugal se presta a vender, em Novembro próximo, em sistema de leilão.
No decorrer do Festival António Costa referiu o interesse do Estado português em realizar mais valias com as unidades aéreas de combate a incêndios adquiridas no início do século, sublinhando que: “Portugal, felizmente, já não arde. Soubemos, a seu tempo, contornar a questão dos incêndios, não plantando mais floresta nas áreas já ardidas. Portugal já não tem floresta e, consequentemente pode disponibilizar os seus meios aéreos a quem deles precise”.
No leilão que decorrerá no Museu do Ar, em Alverca, será colocado em licitação todo o dispositivo aéreo português de combate a incêndios, nomeadamente 3 helicópteros bombardeiros (dos quais, 1 ligeiro e 2 médios).

Continua o debate em torno da linha de alta velocidade
Passam para 67 o número de autarquias com pretensões sobre a linha portuguesa de alta velocidade. Porto de Mós, Figueiró dos Vinhos e Antuã, juntam-se agora aos municípios que requerem apeadeiros para a referida linha. Os trabalhos que, de acordo com o caderno de encargos do Ministério das Obras Publicas Transportes e Comunicações (MOPTC), deveriam iniciar-se em Dezembro próximo serão, mais uma vez, adiados.
Recorde-se que de acordo com o actual projecto em fase de discussão pública o traçado da linha obriga a 64 paragens, ao longo dos 400 quilómetros estimados de via. A velocidade máxima dos comboios rondará os 123 km/h, com uma estimativa de duração da viagem Lisboa/Porto, próximo das 5h47m. Fonte contactada pelo Notícias da Aldeia, junto do MOPTC a propósito da mais valia desta linha face ao já velhinho Alfa, adiantou que “a vantagem é óbvia, está no nome, tratam-se de comboios de alta velocidade”.

Aeroporto da OTA próximo do colapso
Um novo aeroporto para 2039. Este é a linha de força do documento ontem entregue ao Primeiro-Ministro, José Sócrates, por um grupo de empresários da região centro. O documento, subscrito por 90 empresários de diversos sectores, sustenta o seu pedido no facto do aeroporto da OTA ser, tal como o era, o aeroporto de Lisboa e, passamos a citar, “uma plataforma aérea implantada num meio urbano. O argumento é tão valido hoje como o foi aquando da deslocação do aeroporto da Portela para a OTA.”
Recorde-se que a pressão imobiliária nos terrenos próximo ao aeroporto da OTA levou a que este, em pouco mais de dez anos, tenha passado de aeroporto limítrofe a urbano. A proposta apresentada situa a nova valência entre Leiria e Coimbra. Entre as vantagens que se podem ler no presente documento está “o facto dos voos Lisboa/Porto/Lisboa encurtarem em cerca de 15 minutos”.

Breves
Liga profissional de Futebol foi extinta há 10 anos.

Portugal reexporta com a etiqueta “Made in Portugal” produtos apreendidos nas lojas chinesas.

Mário Soares recolhe apoios para candidatura a Belém

"Camaradas, um dia o Alvito será nosso!"

Em jeito de prólogo, desengane-se quem pense que o Alvito do título é filho do nosso Alves.
Passava eu no dia de ontem pela AE 12 quando, algures entre os quilómetros 11 e 12, deparei-me com um gigantesco outdoor em tons de azul, colocado em pleno descampado no lado direito no sentido Norte/Sul.
À primeira vista, o ali referido parecia a típica publicidade do "Vá para fora cá dentro".
De facto, "Visite a capital do manuelino, Alvito também é Portugal" parece um excelente slogan para a publicitação turística da terra.
Não fora a minha vista ter sido também atraída para uns minúsculos caracteres no lado inferior direito do outdoor, com o logotipo da Coligação Democrática Unitária, seguido dos dizeres "Gente que faz".
Ou seja, o que parecia concebido como publicidade a um destino turístico era afinal pura e simples propaganda política.
O que me obrigou a tentar perceber a mensagem política do outdoor.
O que, na sequência, me levou à conclusão que o mentor desta ideia não percebe nada de mensagens políticas.
A CDU clamar publicamente que Alvito também é Portugal fez-me pensar em Olivença: eu nunca pensei que também estivesse em discussão com os espanhóis a soberania nacional sobre o Alvito.
Pensei então melhor: bom, se isto está na área do concelho de Palmela, será alguma freguesia cá do sítio? Confesso que indaguei junto das listas das freguesias existentes no país e conclui não restarem dúvidas de que o Alvito em causa era mesmo o concelho do Alvito, no Baixo Alentejo. Olhei para o mapa do território nacional, verifiquei os concelhos limítrofes e então percebi tudo. Cuba! Alvito é vizinho de Cuba! E até inserido, em termos de divisão judicial do território, no tribunal da comarca de Cuba. O problema mostrava-se óbvio: os comunistas alvitistas, alvitoenses ou alvitões pensavam que eram cubanos.
Mas qualquer comunista ortodoxo em estado mental são não deixaria de agradecer o facto de se encontrar a residir em território cubano e não em território português, pensariam vocês.
Errado. Conforme resulta do próprio outdoor, a CDU local lá do sítio estará infecta de renovadores que querem que o território regresse novamente à soberania portuguesa, afastando-se dos ideais da terra de Fidel. Sobretudo por ser capital do manuelino, estilo tipicamente português e que nada terá a ver com Cuba.
Alentejanos, dirão.
Mais uma vez enganam-se.
É que, ao contrário das anedotas que constantemente são contadas e até dão uma ideia errada da nação alentejana, estes afirmam ter trabalhado. Forte e feio. Construindo obras com estilo manuelino. Outra não pode ser a interpretação do "gente que faz" associado à "visita da capital do manuelino". Isto de se arrogarem terem feito as obras com estilo manuelino lá do sítio é obra, passe a redundância.
Alguns fazem rotundas. Outros fazem túneis. A CDU constrói obras com estilo manuelino no Alvito. Ou isso, ou é o Ti Manel lá do sítio que faz as obras todas e por isso o Alvito será a capital do "manuelino". Será?
Que outra explicação para o conteúdo da propaganda política deste outdoor?
O melhor disto tudo é que os eleitores do Alvito, com uma ou outra excepção, destinatários da mensagem política, nunca terão conhecimento do conteúdo deste outdoor; e as pessoas que o vêem, porque não têm outro remédio, não votam para a autarquia do Alvito.
De onde saiu o dinheiro para esta brincadeira política?

quinta-feira, 6 de outubro de 2005

Sobre o PS e sobre o PS(D)

Para aqueles que já pensavam que os participantes da Aldeia estavam comprometidos com algum dos pequenos “grandes” partidos portugueses, vulgo PS e PSD, aqui fica uma palavra de desengano. Nós somos daqueles que para esse peditório “já demos no escritório”. Por outras palavras, vão trabalhar malandros!
E é precisamente de trabalho (ou de fugir a ele) que se trata quando falamos no PS e no PSD. Por uma questão de facilitar a compreensão vamos passar a chamar-lhes Agência de Empregos Alfa e Agência de Empregos Beta.
Assim, não há outra saída para o jovem licenciado brioso e empreendedor a não ser juntar-se a uma das duas Agências dominantes da cena política portuguesa assim que põe o pé fora da Universidade. Se tiver sorte e o papá for um dos empresários que financia a respectiva Agência, poderá chegar a deputado em pouquíssimo tempo. E ser deputado é ter um chorudo ordenado sem ter de mexer uma palha. É o sonho de qualquer jovem Lusitano que passou pelo menos cinco anos enfrascado em cerveja e enfumado nas melhores discotecas do sitio. É a praia depois do naufrágio. É, enfim, uma pouca vergonha!
E qual é a diferença entre as duas Agências? Será a ideologia ou a postura dos respectivos membros? O que será, por Endovélico? Na nossa Lusitana opinião não é nada! São igualzinhas caramba, só muda o “D”!
E são estes que de certeza vão ganhar as eleições Autárquicas. E as Legislativas. E as Europeias. E as Presidenciais. E mais que hajam.
Raios partam, no próximo Domingo vamos escolher entre Agência de Empregos Alfa e Agência de Empregos Beta, entre cinzentinho e cinzentito, entre insossinho e insossito. Mais vale ficar na cama a curtir o Domingo!

Esquadrão Z

Eu não sou pessoa que goste de transcrever notícias ou textos em posts.
Porém, por vezes existem determinados textos que, por si, são brilhantes e superiores a qualquer coisa que nós pudessemos escrever sobre o assunto, não merecendo outros comentários.
Encontra-se nesse contexto uma notícia que foi publicada na revista "Correio Vidas" do jornal diário Correio da Manhã, e que foi aposta no site daquele jornal no passado dia 25 de Setembro.
Assim, sem mais delongas, e passando, com a devida vénia, a transcrever a reportagem de José Carlos Campos:
"Zezé Camarinha: Instituto contra afirmação gay
"Não fomos feitos para gostar de pessoas do mesmo sexo", afirma Zezé.

A criação de um denominado Instituto de Salvação dos Homens é a última cruzada de Zezé Camarinha, o conhecido ‘playboy’ da Praia da Rocha, irritado com a "cultura perversa que está a ser transmitida às crianças em vários programas de televisão nos quais os homossexuais são as figuras principais."
Segundo Camarinha: "Não fomos feitos para gostar das pessoas do mesmo sexo e não podemos impor esses princípios nos jovens, sob o risco de num futuro próximo a taxa de natalidade de Portugal, que já é das mais baixas do Mundo, sofrer uma quebra acentuada. Qualquer dia não temos crianças e ninguém toma medidas..."
O Instituto de Salvação dos Homens "surge como resposta à crescente afirmação da homossexualidade. Querem casamentos gay? Façam-no mas não permitam a adopção de crianças por esses pseudocasais, alguns dos quais irão assinar os papéis apenas para usufruírem de benefícios fiscais... E, no dia em que admitir esses casamentos, o Governo terá de autorizar, igualmente, a poligamia, pois várias mulheres irão ficar sós e precisam de um homem a seu lado..."
Zezé Camarinha lamenta que "muitas mulheres, nos dias de hoje, cheguem a casa e encontrem os seus homens com um parceiro na cama. Outras passam meses sem ter relações sexuais. Há muita gente infeliz e desesperada por este tipo de situações e o Instituto de Salvação dos Homens – que tem registado uma grande aceitação entre as mulheres – pretende dar respostas, através de acompanhamento médico e psicológico e outro tipo de ajudas".
O Instituto "está a dar os primeiros passos com vista à legalização", e Zezé Camarinha já definiu uma das regras para a aceitação de sócios. "Os homens precisam de trazer uma declaração médica a garantir que nunca foram penetrados no ânus. Não queremos infiltrados..."".

Isto é que é a apresentação de soluções sérias para o problema! Camarinha ao poder, já!!

Mas...

A propósito do post do Viriato sobre os palavrões:
Primeiro, o blogue não foi criado com vocação exterior. Basta ler o post de introdução.
Segundo, para quem queira ler palavrões nos blogues, basta visitar O Meu Pipi, que apesar de se encontrar defunto esgotou todo o vernáculo existente, nada deixando aos demais.
Terceiro, a crítica social séria não se faz pelo palavrão. Faz-se pela argumentação e apresentação de soluções. Aliás, é devido exactamente à necessidade de apresentação de soluções sérias na realização da crítica que ninguém nesta Aldeia Lusitana leva o Bloco de Esquerda a sério. Ou a CDU, o PS, o PSD, o CDS/PP, e todos os demais pequenos partidos sem representação parlamentar.

Por fim, não posso deixar de reconhecer a lacuna da Aldeia, após mais de 50 posts, em não ter discutido qualquer tema sexual. O problema é que a Marta Crawford parece estar a dar bem conta do recado no AB...Sexo e a sociedade protuguesa não precisa das nossas opiniões sobre sexo para nada. Todavia, ainda hei-de um dia voltar à questão ali apresentada do português médio ter um pénis do tamanho de uma caneta "BIC" (ou seria "Molin"?).
Tenho dito.

O Terceiro Guarda-Redes

No interior da Aldeia Lusitana já se começaram a fazer apostas sobre o terceiro guarda-redes que Scolari irá convocar para o Mundial da Alemanha.
Muito embora pareça que Bruno Vale será o favorito, uma vez que já foi internacional com Scolari, eu continuo a apostar em Paulo Ribeiro, terceiro guarda-redes do FC Porto e suplente na selecção de sub-21: demonstraria coerência da parte de Scolari no que toca aos critérios da realização da convocatória dos guarda-redes durante a sua permanência ao serviço da selecção portuguesa.

Em prol da passagem pelas cabinas de portagem

Uma amiga minha costuma chamar-me de "retrógrado" e "atrasado" por ainda não ter via verde, rindo-se da minha medievalidade.
Eu também me divirto com a situação quando, invariavelmente com periodicidade anual, essa minha amiga recebe uma carta do pessoal da Via Verde, comunicando-lhe que tem de mudar a pilha do aparelho, deslocar-se às instalações mais próximas da Via Verde e dispender cerca de 15 euros com essa pequenina coisa.
Não era mais dispendioso, pois não?
Mas o que me realmente me motiva para continuar sem Via Verde são todo um conjunto de circunstâncias envolventes que tornam a minha vida rodoviariamente miserável muito mais atractiva.
Por um lado, estamos a favorecer a continuação do emprego. De facto, se todos nós adoptássemos a Via Verde, os portageiros ficariam sem emprego. Aumentariam os números da estatística do INE e a Europa olharia para os números do nosso desemprego com uma certa desconfiança. Continuando a passar pelas cabinas, asseguramos o emprego de muitos e bons portageiros (e portageiras) que por aí andam.
Por outro lado, o tempo de paragem na fila das portagens permite-nos espairecer um pouco. Falar com os amigos por telemóvel, mudar a estação de rádio sem corrermos o risco de embatermos nos rails, olhar para as mulheres bonitas nos carros ao lado (que as há quase sempre), chamar nomes ao condutor da frente que nunca tem trocos e está a engarrafar aquilo tudo, dar um tempo de calmia à atenção na condução e à perna direita no pedal do acelerador, sonhar e verificar um pouco melhor o mundo que nos rodeia. Além de que a Brigada de Trânsito normalmente manda parar o pessoal que vem na Via Verde e não o que provem das cabinas. Ou nunca observaram uma operação Stop na Ponte Vasco da Gama?
E poderia continuar por aí fora.
Outro factor que me motiva a não utilizar a Via Verde é o facto de ser um adepto da beleza feminina.
Quantos de nós, andando no Metro, não nos apaixonámos instantaneamente por um rosto de linhas que consideramos anormalmente bonitas. É uma paixão platónica que dura o tempo de uma viagem. Não dura mais que isso. Sem consequências. Algumas vezes com pena nossa. Outras não. Há sempre quem queira ir mais além e normalmente veja os seus intentos frustrados. Ou outros, raros, encontrem o seu destino. Eu sou um dos que continuam a preferir a poesia passageira de um rosto. É a visão e o destino dos sonhadores.
O mesmo se passa nas cabinas das portagens. Muitas portageiras são mesmo bonitas. Ou muito bonitas. São paixões platónicas que duram entre 5 a 15 segundos, tempo normal da troca de trocos. Têm no entanto um quid relativamente ao Metro: o toque de mãos na troca de trocos ou de cartões. Há toques de pele. Umas vezes suaves, outras vezes fortes, muitas vezes tímidas. São, por isso, paixões mais rápidas, mas mais intensas, que as do Metro. Mas com o mesmo resultado.
O único senão que posso apontar às cabinas de portagens é o facto de ainda terem muitos homens. Mas as condutoras femininas e os condutores homossexuais também têm direito aos seus sonhos.
Se sempre teve Via Verde, experimente passar pelas cabinas de portagem um destes dias. Verá que existem sérios riscos de ter tempo para sonhar com o mundo. Sem pôr em risco os demais veículos que circulam consigo na via pública.

quarta-feira, 5 de outubro de 2005

A ausência de asneiras e palavrões na Aldeia Lusitana

Em conversa com uns amigos que visitaram o nosso blog fui informado que acharam o mesmo ”porreiro” mas que estranharam a ausência de asneiras, de palavrões.
Fiquei duplamente preocupado:
- Primeiro porque não era suposto alguém considerar o nosso blog “porreiro”. Este blog foi pensado como escape das frustrações dos seus membros, é quase um exercício de terapia on line, tem muito de paranóia, algo de esquizofrenia, um não sei quê de psicopatia mas é tudo menos “porreiro”. É mesmo um grande chavascal! Não é porreiro!
- Depois, porque os Lusitanos já não conseguem fazer nada sem meter asneirada pelo meio. Desde os tempos em que “Hermando Josefe” começou a dizer m... na televisão ficaram deslumbrados. Que giro, diziam, ele é o máximo, comentavam. E agora? Estão todos fartos porque ele não tem piada nenhuma e a asneirada já cansa e perdeu a graça. Nós não vamos por ai.
Se um dia virem asneiras neste blog não é para ter piada. Será de certeza porque o respectivo membro se passou dos carretos e começou a disparatar, quiçá com risco de seguidamente enfiar duas murraças no respectivo computador. É Lusitano, está no seu direito!

P. S. – O m... é de “manteiga”, ou já estavam a pensar noutra coisa, seus malcriadões?!

terça-feira, 4 de outubro de 2005

Preparação da vingança

Co Adriaanse disse na passada semana que se ia embora do Porto se visse serem-lhe acenados lenços brancos na bancada. Sugiro desde já aos adeptos benfiquistas que vão ao Estádio do Dragão na próxima jornada da Liga para levarem vestida, mas escondida por baixo da vermelha, uma camisola do Futebol Clube do Porto. No final do jogo, se o Benfica perder, dispam a camisola do Benfica, exibam a camisola do Porto, e comecem a acenar com lenços brancos.
O Benfica pode perder, mas o Porto também fica imediatamente sem treinador.

As eleições e o Euromilhões

A Comissão Nacional de Eleições contratou o humorista Nilton para apelar, por via televisiva, aos eleitores para irem votar.
E, num anúncio, que eu considero ter algumas tiradas excelentes, há uma que eu considero ser verdadeiramente representativa destas eleições autárquicas: a comparação da colocação do voto nestas eleições autárquicas com a aposição de cruzes no boletim do Euromilhões.
Na realidade, também penso assim.
Nos meios pequenos, todos sabem em quem vão votar. Todos conhecem o carácter e a personalidade das pessoas que se propõem ir a votos. Todos votam em consciência.
Nos grandes meios urbanos, tal é impossível.
No aglomerado urbano onde resido, conheço os cabeças de lista à Câmara Municipal. Vejo os cartazes com os candidatos a vereador e fico estupefacto. Não conheço ninguém que ali está. Por maioria de razão, a minha Assembleia Municipal e a minha Junta de Freguesia possuem candidatos que eu nunca vi na vida e a quem eu nunca confiaria a minha casa para vigiar enquanto estivesse de férias.
Ou seja, a coisa da aposição de cruzes vai à sorte ou através de uma lógica enviesada de funcionamento de forças de bloqueio entre as várias instituições locais.
Dia 9 de Outubro vai ser o dia de preencher o boletim do Euromilhões autárquico para muita gente como eu. A diferença é de que, desta vez, quem vai ganhar o prémio não são os subscritores do boletim, mas os números eleitos.

A Invasão dos Marcianos

Já repararam que nos últimos meses há gays por tudo quanto é lado? A SIC tem pelo menos dois programas sobre gays, na política fala-se do lobby gay, na moda só dá gays, vai-se beber um copo a um bar e é-se atendido por gays, nos WC públicos…
Não me interpretem mal, eu não tenho nada contra os homens (?!) que têm essa opção sexual, não contem comigo para os perseguir ou apoiar, mas gostava de entender de onde é que eles apareceram todos de repente.
Será moda? Ou será que fomos invadidos pelos Marcianos?