Depois de ter havido uma troca menos simpática de galhardetes entre o anterior responsável pela Juventude Socialista e Manuel Alegre, sobretudo quando este último fez saber, a propósito da posição da JS sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, que era "pela liberdade de consciência, mas gostaria que as pessoas, nomeadamente os jovens, se preocupassem com outras coisas." E que gostava "de os ouvir falar sobre o código laboral, do serviço nacional de saúde, sobre o desemprego, sobre os problemas sociais do país", acabando por referir que "infelizmente sobre isso não os ouvi falar", José Sócrates tomou as rédeas da questão e nomeou o antigo candidato a Presidente da República novo líder dos jovens socialistas.Em breve comunicado, um rejuvenescido Manuel Alegre fez saber que era tempo de introduzir consciência política na juventude, mostrando-se preocupado sobretudo com a forma como poderia aproximar-se deles, para que aderissem às suas ideias.
Foi, aliás, com esse intuito que se dirigiu, de patins em linha, para uma loja da Levi's procurando uma mudança no seu visual e fazendo saber que da sua preenchida agenda constava igualmente uma deslocação a um cabeleireiro new-wave para colocar gel no cabelo e a um estabelecimento de colocação de piercings e tatuagens, estando perfeitamente convicto que irá surpreender tudo e todos quando se apresentar para liderar os jovens socialistas.
Ainda teve tempo, contudo, para referir, antes de descer os degraus da Assembleia da República de uma forma invulgar e em grande velocidade: "Mas sem essas coisas das mariquices! Posso até mudar de visual para chegar mais rapidamente até eles, mas há coisas que um homem da minha idade já não faz. É que, no meu tempo, ser homossexual era algo de inadmíssivel, era como se fosse proibido. Agora, parece que já querem admitir essa possibilidade, equiparando o matrimónio entre homossexuais ao casamento entre pessoas de sexo oposto. Ora, a continuar assim, estou mesmo a ver que isto, no futuro, ainda vai ser obrigatório!"
Hic Hic Hurra
Há muitos anos havia uma revista bem humorada que tinha por título "Cara Alegre".
ResponderEliminarNos tempos que correm, sob a ditadura brasileirista, o cara Alegre é o velhote barbudo que ninguém cala mas que acaba a votar com os compagnons da rota.
Caro bonifácio (à mão),
ResponderEliminarO que é preciso é marcar a diferença. Ninguém fica triste e é tudo (do) Alegre!
Hic Hic Hurra