Pelo menos o meu médico tentou vender-me a coisa dessa maneira, convencendo-me a investir mais na minha forma física, tal a proeminência do meu abdómen.
De maneira que lá fui eu, todo lampeiro, a um desses hipermercados da especialidade, à procura de uma bicicleta nova, já que a que eu tinha foi adaptada como cortador de relva e é utilizada em exclusivo pelos miúdos das redondezas, como fiz atempadamente saber.
Escusado será dizer que me ia dando uma coisinha má quando vejo os preços do kit completo de ciclista amador (e nem me atrevo a pensar quanto custaria o de ciclista profissional, que deve vir já com o carro de apoio e com os elementos do staff... a este preço, só pode).
Em pânico, regressei ao quintal lá de casa e decidi, após muito matutar no assunto, ir às traseiras buscar material para criar, eu mesmo, uma bicicleta.
Eis o resultado final, do qual muito me orgulho, com a vantagem absoluta de a minha carteira continuar direccionada à Taberna, até como forma de encher o cantil que, religiosamente, levo num atrelado improvisado sempre que me apetece ir pedalar um bocado.
Hic Hic e sou o vencedor do prémio emborcanço, ou seja, sou o camisola verde-tinto lá do bairro.
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