E responde, desta forma genial, a todos aqueles que o acusam de incompetência e irresponsabilidade por promover o encerramento das urgências em unidades hospitalares do interior do País.O programa, que se apelida de Freddy Krueger 112, obriga a que os talhantes existentes nas localidades das urgências encerradas se disponibilizem a realizar as cirurgias em todos os casos onde a vida humana esteja em perigo e seja evidente que o paciente sucumbirá antes de chegar ao hospital mais próximo.
As acções de formação já começaram e estão a incidir, essencialmente, na adaptação dos novos cirurgiões à realidade hospitalar, ou seja, há que convencê-los que aquela carninha toda não é para vender, evitando-se, desta forma, os erros cometidos com o primeiro talhante que, ao ver o seu primeiro paciente na mesa de cirurgia, vendeu dois quilos de iscas à própria mulher do paciente por 3 € e, quando a administração do hospital deu por isso, estava já a organizar um churrasquinho na sala de operações para os amigos. Felizmente, ainda se salvou a vida do paciente, embora com amputações extensas da cintura para baixo.
O Ministério da Saúde, dada a incapacidade dos novos cirurgiões para suturar convenientemente os doentes, pondera celebrar, complementarmente, um protocolo com as modistas da região para, nestes casos mais urgentes, realizarem esse trabalho, mas o mesmo encontra-se emperrado porque não se consegue chegar a acordo relativamente ao valor a pagar, pelo Estado, sempre que exista recurso ao ponto cruz.
Hic Hic Hurra
Caro Engenheiro Zé,
ResponderEliminarExistem alguns cortadores (pois um gajo para ser talhante não precisa saber cortar carne) que desempenhariam um trabalho melhor que muitos médicos que andam a lamparejar pelos nossos hospitais, já que existem profissionais que estão a exercer com cursos, que só o Joãozinho lá em cima sabe onde foram tirados....
Cara vizinha ticha,
ResponderEliminarTive de recorrer à figura dos talhantes para evitar represálias futebolísticas. É que se eu ousasse referir-me aos cortadores de carne verde, tinha os adeptos de vários clubes nacionais a chatear-me, uns porque eram a favor outros porque eram contra.
Quanto ao resto, para se ficar com este lugar não é exigida licenciatura em engenharia civil nem qualquer outra falsa licenciatura, basta apenas preencher, cumulativamente, um único requisito: o não se saber cortar carne.
Ainda assim, e apesar de tirar o chapéu a mais esta medida do Governo (o que virá a seguir, interrogo-me muitas vezes, mas o facto é que eles ainda me conseguem surpreender, honra lhes seja feita), temo que consigam bater aos pontos muitos dos actuais profissionais da saúde e, muito em breve, com a reclassificação profissional, a classe médica será constituída por carniceiro estagiário, carniceiro de 2.ª classe, carniceiro de 1.ª classe, carniceiro principal e pelo supra-sumo de todos, o carniceiro assessor!
Isto só pode ser um pesadelo... em Portugal Street!!!!
Hic Hic Hurra
Desde que não me peçam para coser espanhóis...
ResponderEliminar