quarta-feira, 4 de julho de 2007

Como se estraga um blind-date



Conheci-a na Taberna da Aldeia.
Partilhámos três caixas de tinto e duas de branco.
Levei-a para casa.
Coloquei uma música calma e acendi várias velas, que espalhei estrategicamente pela sala, de maneira a criar um ambiente romântico.
Preparei-lhe uma bebida e ela, ávida que estava por mais um copinho...
Raios, acabei a noite nas urgências de Santa Maria!
Hic Hic Hurra

3 comentários:

Rabodesaia disse...

caro vizinho,

a miuda ficou nervosa...

Ticha disse...

Engenheiro,

Isto pode ser considerado como violência doméstica, já que aconteceu na sua casa. Já pensou se a moçoila faz queixa de si?! O melhor é oferecer-lhe umas garrafitas para a subornar....

Bottled (em português, Botelho) disse...

Caras vizinhas (resposta conjunta e tal),

Eu, de facto, tenho em mim aquele magnetismo animal que só está ao alcance dos grandes bebedores (e não é só o magnetismo, é o cheiro, o comportamento, enfim... todo o ramalhete) e acho perfeitamente compreensível que ela estivesse nervosa.

O que me lixa é que, como dei a morada da minha pequena mansarda, chegou hoje a continha da taxa moderadora e dos exames realizados (pequena cirurgia labial para extracção do copo incluída) e quem vai ter de ser cavalheiro e arcar com a dolorosa já sei eu quem é!!!!

E mais, ainda estou para saber porque é que insistem em chamar àquilo taxa moderadora!!!! É que a continha não é nada moderada!!!! Vai lá, vai...

A violência doméstica, por seu turno, é algo a cujos encantos eu nunca me rendi, tanto mais que, mesmo que o quisesse fazer, é-me completamente impossível descortinar qual das 12 silhuetas que me aparecem à frente eu devo agredir.

Agora também lhe digo, se acaso a rapariga fizesse uma queixa dessas e eu tivesse de lhe ofertar umas garrafas de tinto para a subornar, isso sim seria violência doméstica. Porquê? Porque estava a ser atingido em minha própria casa, e logo num bem de primeira necessidade e sem o qual não consigo sobreviver!

Hic Hic Hurra