quinta-feira, 12 de abril de 2007

A nossa opinião sobre a entrevista do Senhor Engenheiro

A aldeia reuniu à volta da fogueira e chegámos à conclusão que a entrevista deveria ter sido conduzida por um profissional, de maneira a que o povo ficasse devidamente esclarecido e a verdade viesse à tona, como o azeite em água.
Como tal, na impossibilidade de utilização de um polígrafo, propomos que se repita a entrevista em questão fora do horário nobre, desta feita com as honras da casa a cabo do jovem jornalista licenciado em técnicas psicológicas de extracção da verdade cuja foto revelamos ao mundo, numa sala toda forrada a veludo negro, com um tronco grosso de carvalho no meio do chão, onde se sentaria o entrevistado.
Desta forma, lentamente e passo-a-passo, começando pelos dedos do pé esquerdo do ilustre convidado, todos nós ficaríamos com certezas relativamente à sua responsabilidade (caso em que alguma cabeça teria de rolar), ou ausência desta, no grande trama político que assola a consciência colectiva dos que em si encerram a força democrática de uma nação.
Hic Hic este final foi mesmo à político!

2 comentários:

Anónimo disse...

Isso para um "roto" poderia ter efeitos inversos e ao invés de falar, gritaria por mais....ou talvez rapta-se o jornalista. Como não é o caso, apenas se confessarão os diplomas comprados para a familia toda...hehe.

Bottled (em português, Botelho) disse...

Cara ticha,

Olhe que conseguir extrair uma confissão a um político, ainda para mais deste calibre, que também é um engenheiro que já o era antes de o ser, pode considerar-se uma grande vitória para a democracia.

E, pelo menos, ficaríamos a conhecer a longa família do "artista"...

Hic Hic Hurra