segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

3.ª ETAPA: Málaga - Nador

O pessoal ontem chegou mesmo a Espanha!
Não me perguntem como, que aí pelas 4 da manhã (que lá são 5!) apaguei as luzes e quando tornei ao mundo já a caravana havia abalado para África.

Disseram-me da organização que Marquês partiu com 3 horas de atraso, pelo que penalizou. Em causa mais uma vez os afazeres (ou desfazeres) da Senhora Marquesa, que na véspera à noite foi a uma casa de flamenco, gostou daquilo (e mais ainda do bailarino) e vai daí foi vê-la bailar a noite toda. Resultado: foi precisar chamar a ETA para fazer detonar um carro armadilhado à porta do hotel para despertar a Nobre Senhora.
Também o Marquês cuidou de tomar as suas precauções. Assim, sabendo que entrariam no deserto já nessa etapa, encarregou Quim Farolim de mudar os pneumáticos do Rolls para uns BFGoodrich 450/125 S30 W, que a areia é muita e importa não atolar.

Quanto ao Zé, o caso é mais bicudo. Ninguém deu pela sua chegada, muito menos pela sua partida. Contudo, durante a noite, em Málaga, inúmeros pubs e tascas tiveram que encerrar mais cedo por terem esgotado o stock de bebidas. E foi assinalada uma trupe de indíviduos, chefiada por um Cabrón Borrachón que, pela descrição, tudo leva a crer tratar-se do nosso Porvinho (e por whisky e por tudo o que tiver mais de 5% de álcool, destilado ou não) e respectiva equipa.
Mas foi assinalado a atravessar o Estreito de Gibraltar a bordo de uma jangada de madeira, com mais 350 imigrantes ilegais provenientes da Nigéria e do Brukina Fasso que, a troco de uns canecos, aceitaram regressar ao seu continente dando boleia à equipa.

Já Viritato, recriando os preparativos para a expedição a Ceuta de 1415, mandou rezar missa na Catedral. Só depois de terminado o ofício picou o ponto e largou em direcção a Marrocos. Não contente com a envergadura do ferry que efectuava a ligação a África, ainda o apetrechou com umas bocas de fogo, não fossem os sarracenos investir contra o navio durante a perigosa travessia. Quem se de mal foi Mumadona, que logo enjoou, tendo-se de recolher bastante mal à cabine. Com isto, o Chefe teve de abrandar por momentos a vigilância do horizonte a fim de suprir a prementes necessidades alimentar de sua rebenta.
Consta que à força de muito expremidanço conseguiu amamentar a pequena Viriatinha, mas nada que esteja ainda confirmado...

A ver se chegam à marroquina cidade de Nador, sendo certo que Marquês voltou a penalizar por ter regressado tarde ao seu veículo aquando do desembarque. Esteve durante mais de uma hora entretido com o grumete, mostrando-lhe o seu tronco geneológico...

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