Sede de futebol

Pois é, parece que terminou mais um campeonato nacional de futebol.
E, contrariamente ao que eu costumo apregoar, hoje a crónica vai ser sobre... água!
Na senda de um anterior "post" da minha autoria, quando acordei hoje deparei-me com um amigo de longa data que me contou que, no decurso da última jornada do dia de ontem, decidiu ir com os familiares assistir a uma jogatana de futebol.
O meu habitual sigilo não me permite identificar o jogo em questão, nem os seus intervenientes; apenas deixo no ar algumas pistas: era uma equipa que equipa de verde e branco, tem um leão no seu emblema e o seu estádio tem XXI no seu nome e o nome de uma freguesia da cidade de Lisboa, contra uma outra que é conhecida como "arsenalista", vinha do Minho, era treinada por um conhecido benfiquista que tem apelido de vinho do Porto (viram como eu consegui, subtilmente, fazer referência ao vinho?) e, mercê do resultado final, vai representar Portugal na Taça Uefa do próximo ano.
Já agora, refira-se que o resultado final foi 1-0, a favor dos verdes (que não os vinhos - outra referência subtil - para grande pena minha), golo marcado na primeira parte por um miúdo cujo primeiro nome é igual ao de um dos apóstolos de Jesualdo... ups, perdão, Jesus, enquanto o último nome é muito parecido com Mourinho. Dificilmente lá chegarão, bem sei, mas não vos posso ajudar mais!
Dizia eu, então, que à chegada ao estádio, este meu amigo foi confrontado com uma barreira policial nos portões de acesso ao seu interior, tendo sido revistado (ao que me diz, não foi por uma rapariga jeitosa, o que me leva a acreditar que o Zézé Camarinha não ganhou as eleições).
E aí vem a parte mais caricata da coisa.
É que, mediante tão rigoroso controlo, ele presenciou pessoas a ter de deixar peças de fruta ou a ter de as comer apressadamente antes de entrar no estádio, e foi forçado, também, a separar-se da tampa da garrafa de água que tinha adquirido para beberricar no estádio (eu bem lhe disse que vinho é que era bom - mais uma referência subtil). Razões de segurança assim o impunham!
Ele confessou-me que até achou bem. O que o deixou espantado foi que, já com o encontro a decorrer, ouviu e viu rebentar dois "rockets" (como escaparam eles a tão apertado sistema de segurança?) e, pasme-se leitor, observou a venda nas próprias bancadas do estádio, de garrafinhas de água, devidamente capsuladas como mandam as regras, com tampinhas de formato idêntico àquela que teve de deitar fora para entrar no recinto desportivo.
É caso para comentar: então se o problema era a segurança, o mesmo tipo que é coagido a deixar as tampas das garrafas cá fora não pode comprar 400 garrafas do mesmo líquido lá dentro e deliciar-se a jogar bowling com as mesmas tendo como pinos os jogadores, os árbitros, os treinadores e suplentes ou mesmo aqueles que, não sendo do mesmo clube, são desde logo inimigos para toda a vida (ou, pelo menos, para os 90 minutos, mais descontos, de duração da partida)?
E eu é que ando nos copos!!!!!???
Hic Hic Hurra
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